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| Introdução:: |
fonte: uol.com.br
A série "Winning Eleven"
começou humilde no Japão e foi lançada com o título de "Goal Storm" nos EUA
em 1996. Muitos anos depois, ela finalmente voltou a aparecer do nosso lado
do globo e surpreendeu todos os jogadores que estavam acostumados com
"FIFA", da concorrente Electronic Arts. Com uma jogabilidade mais precisa,
um equilíbrio gostoso entre arcade e simulação e uma jogabilidade
inigualável, não demorou para a série se tornar a favorita dos aficcionados
por futebol.
Cada vez mais real
A oitava versão de "Winning Eleven" mostra quem é que manda no mundo da
bola. As jogadas foram todas reinterpretadas, recebendo novas animações e
possibilidades que juntam direitinho à nova inteligência artificial, que
organiza o time de acordo com sua instância na partida. Ou seja, se estiver
atacando mais pode esperar encontrar zagueiros subindo e, caso esteja na
zaga, não estranhe se achar algum de seus atacantes ajudando a defesa.
Para o técnico mais fanático, as opções de posicionamento, estratégia e
jogadas ensaiadas foram ampliadas. É possível deixar o time jogando do jeito
que você quiser e até contar com algum companheiro na hora de cobrar faltas
- nada melhor para surpreender o adversário. Os lançamentos também receberam
um tratamento especial e agora se assemelham bem mais à realidade, ao
contrário das bolas aéreas fracas da versão anterior. Outra coisa que também
agrada muito é a volta da possibilidade de se driblar livremente, já que os
jogadores mais habilidososo estão muito mais rápidos e costumam driblar
muito bem, o que gera um contraste ainda maior com os forçudos zagueiros e
os craques de classe, como Zidane e Beckham.
Alguns tropeços
O game não é isento de falhas, mas nenhuma delas chega a atrapalhar uma
partida. Os goleiros ainda levam gols bobos por cobertura, a zaga bate
cabeça com enfiadas de bola e o juiz costuma errar laterais, impedimentos e
vantagens. Felizmente, ele não erra tanto como na versão anterior, o que já
é uma grande evolução (e diminui os palavrões vociferados pelos jogadores).
Apesar da adição da presença do árbitro em campo durante a ação, os
jogadores não estão nada intimidados: fazem faltas sem parar e algumas até
mais agressivas do que as antigas, com animações que chegam a impressionar o
espectador.
Todas as opções de customização estão aqui e é simples bolar um time só com
seus amigos. São infinitas possibilidades para a criação de uniformes, caras
e corpos - elemento que dá uma sobrevida espetacular ao game, junto do modo
Master League. Nesta tradicional modalidade da série foram adicionadas
vários elementos inéditos, como os treinos fora de temporada, o
envelhecimento e aprimoramento do jogador que resultam em craques e boleiros
se despedindo da carreira. O sistema de negociações continua excelente e
fazer o papel de técnico e jogador é ainda mais essencial nessa temporada.
Faltou domínio de bola
Em termos de controle, no PC as coisas são muito piores do que se poderia
esperar. É difícil demais se concentrar em tantos botões em um jogo que
exija tanta velocidade. É muito fácil confundir e fazer besteiras com a
bola, o que pode irritar ao jogador menos paciente. Só vale a pena para quem
não tem consoles ou alguém com um Joystick com pelo menos oito botões.
Se você ainda não experimentou "Winning Eleven", está mais do que na hora. O
único jogo de futebol que, mesmo sem todas as licenças oficiais, consegue
bater "FIFA" merece sua atenção. Quem já conhece pode continuar apostando
nela, já que a oitava versão só melhora o que todas as outras já
consolidaram. |
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